sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sorri

"Sorri quando a dor te torturar E a saudade atormentar Os teus dias tristonhos vazios Sorri quando tudo terminar Quando nada mais restar Do teu sonho encantador Sorri quando o sol perder a luz E sentires uma cruz Nos teus ombros cansados doridos Sorri vai mentindo a sua dor E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor Que és feliz" Charles Chaplin
A vida me ensinou... A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração; Sorrir às pessoas que não gostam de mim, Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam; Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar; Calar-me para ouvir; aprender com meus erros. Afinal eu posso ser sempre melhor. A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo. A ser forte quando os que amo estão com problemas; Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho; Ouvir a todos que só precisam desabafar; Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos; Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão; Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor; A alegrar a quem precisa; A pedir perdão; A sonhar acordado; A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário); A aproveitar cada instante de felicidade; A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar; Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las; A ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser; A abrir minhas janelas para o amor; A não temer o futuro; Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Luiza Tom Jobim

Rua
 Espada nua
 Boia no céu imensa e amarela 
Tão redonda a lua
 Como flutua
 Vem navegando o azul do firmamento
 E no silêncio lento
 Um trovador, cheio de estrelas
 Escuta agora a canção que eu fiz 
Pra te esquecer luiza
 Eu sou apenas um pobre amador
 Apaixonado
 Um aprendiz do teu amor
 Acorda amor
 Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
 Vem cá, luiza 
Me dá tua mão 
O teu desejo é sempre o meu desejo
 Vem, me exorciza
 Dá-me tua boca
 E a rosa louca 
Vem me dar um beijo
 E um raio de sol 
Nos teus cabelos 
Como um brilhante que partindo a luz
 Explode em sete cores
 Revelando então os sete mil amores 
Que eu guardei somente pra te dar luiza
 Luiza Luiza

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinicius de Moraes